<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093</id><updated>2011-12-14T18:33:08.888-08:00</updated><title type='text'>"O mundo é um  moinho"</title><subtitle type='html'>"...Ouça-me bem amor... Preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó..." Cartola</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-6862624658790831287</id><published>2007-05-25T06:05:00.000-07:00</published><updated>2007-05-25T06:08:14.603-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meio assim, como esse grampeador velho, defasado e pesado. Vontade simples de nem sei o que. A única coisa que eu sei é que não é vontade de nada disso aqui. Mesa azul, letras quadradas e colocadas sempre nas mesmas posições. Se o dedo não obedece o comando, pronto, lá vem aquela linhazinha vermelha acusante. Paredes apertadas, pessoas castradas, música baixa pra não incomodar. Uma planta que queria ser uma árvore e que, de tanto querer, ficou espremida no teto, com torcicolo. E nem assim virou árvore, coitada. Continua planta, podada, ressecada, enraizada e com torcicolo. De tanto ela querer o sol, tentou se esgueirar pela janela, inútil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão irritante essa planta querer ser árvore e não ser com a desculpa de que o sol não chega. Se eu fosse ela, ai se eu fosse ela... Eu rasgava esse vaso de barro, explodia esse teto espremido e arrancava essa persiana besta, só pra cuspir lá embaixo nas pessoas que passam, nas pessoas que tem pernas, que tem sol e que tem tempo. Mas, não. Ela prefere ficar aqui parada imaginando que, se fosse eu, aumentaria o som, derrubaria a mesa azul, bagunçaria as letras e sairia correndo daqui, pra nunca mais voltar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-6862624658790831287?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/6862624658790831287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=6862624658790831287&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/6862624658790831287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/6862624658790831287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2007/05/meio-assim-como-esse-grampeador-velho.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-2311756234300751215</id><published>2007-03-19T10:43:00.000-07:00</published><updated>2007-03-19T10:47:36.017-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Rf7MrN0sNTI/AAAAAAAAAAo/BBdHFb6jJTQ/s1600-h/outono.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043693675518637362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Rf7MrN0sNTI/AAAAAAAAAAo/BBdHFb6jJTQ/s320/outono.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentei-me na janela a fim de que a brisa fresca me trouxesse bons pensamentos. E trouxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que eu queria agora é ver um daqueles filmes ruins e repetidos na televisão em sua companhia. A gente falaria mal das cenas bobas e depois você caçoaria de mim porque eu sempre choro em finais previsíveis. Isso, claro, se eu não dormisse com a cabeça no seu peito, antes do fim, como o de costume.&lt;br /&gt;Certamente você me atrapalharia a vestir o pijama vindo pegar nos meus seios nus, como se isso fosse uma grande novidade pra você. Tão certo como isso, seria você tentando disfarçar a impaciência ao ouvir meus casos porque o Simpsons já ia começar.&lt;br /&gt;Talvez você me trouxesse um copo d’água, metade quente e metade gelada. Ou então pedisse milk shake no dellivery, o que te renderia muitos beijinhos e sorrisos da minha parte.&lt;br /&gt;Eu ouviria seus casos repetidos da adolescência simulando não conhecê-los.&lt;br /&gt;Você resmungaria da série que eu assisto, dizendo que é "coisa de mulherzinha", mas acabaria rindo das piadas da mesma.&lt;br /&gt;Durante a noite você roubaria meu travesseiro. E eu, a sua coberta.&lt;br /&gt;E, no dia seguinte, você pontualmente interromperia meu almoço com um telefonema. “Só liguei para te mandar um beijo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum desejo me fosse concedido agora, juro que nem pensaria em lugares bonitos, comidas gostosas e grandes viagens, como você sabe que eu tanto gosto. Eu pediria apenas que a brisa que bate em meu rosto fosse a mesma que bate no seu. Será que ela é capaz de cruzar os oceanos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-2311756234300751215?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/2311756234300751215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=2311756234300751215&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/2311756234300751215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/2311756234300751215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2007/03/sentei-me-na-janela-fim-de-que-brisa.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Rf7MrN0sNTI/AAAAAAAAAAo/BBdHFb6jJTQ/s72-c/outono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-5843264459838035866</id><published>2007-03-06T04:39:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T04:42:36.162-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Re1hhX6HXdI/AAAAAAAAAAg/N76jxVrckWc/s1600-h/BOTTICELLI.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038790784078798290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Re1hhX6HXdI/AAAAAAAAAAg/N76jxVrckWc/s320/BOTTICELLI.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Ela se levantou da cama e, ao tirar a camisola para tomar uma chuveirada, se olhou no espelho com atenção. Viu-se bonita. Todos aqueles defeitos que já enxergara um dia haviam desaparecido como mágica... Estava certa de que não se encaixava no padrão de beleza, daquelas magrelas de passarela, mas nada estava fora do lugar.&lt;br /&gt;Como ela pode se deprimir e deixar de comer as guloseimas que tanto gosta acreditando naquela revista mentirosa? Por um momento, aquelas fotos de mulheres de plástico, com corpos perfeitos, tinham a convencido de que era feia, gorda e cheia de celulite. Mas agora, olhando-se bem no espelho, achou seus culotes incrivelmente femininos e seus furinhos no bumbum até charmosos. Suas coxas levemente grossas eram proporcionais aos imponentes quadris de mulher fértil. Ela sabia que sua cintura bem desenhada seria capaz de atrair qualquer homem e que seus pequenos seios deixariam no chinelo as siliconados da TV.&lt;br /&gt;Teve pena dos pobres redatores daquela revista idiota que nada sabem sobre a beleza feminina. Teve mais pena ainda das leitoras burras e infelizes. Quem foi que disse que culote é feio? Que celulite é a pior coisa do mundo? Que uma barriguinha é inadmissível? Perguntou-se, orgulhosa de seus furinhos e dobrinhas.&lt;br /&gt;O espelho estava lá e não mentia. Ela era realmente linda.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-5843264459838035866?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/5843264459838035866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=5843264459838035866&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/5843264459838035866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/5843264459838035866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2007/03/ela-se-levantou-da-cama-e-ao-tirar.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/Re1hhX6HXdI/AAAAAAAAAAg/N76jxVrckWc/s72-c/BOTTICELLI.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-7774829610365217885</id><published>2007-02-15T10:08:00.000-08:00</published><updated>2007-02-15T11:25:39.411-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/RdSllS-wW_I/AAAAAAAAAAM/HMpXlzWIogA/s1600-h/love+u.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031828743848483826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" height="202" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/RdSllS-wW_I/AAAAAAAAAAM/HMpXlzWIogA/s320/love+u.jpg" width="266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegava então o dia da festa. Em poucas semanas minha vida tinha dado uma pequena reviravolta. Desde que tinha decidido esquecê-lo de vez, resolução extremamente delicada, demorada e sofrida, me sentia mais leve, mesmo com o peso de sua ausência. Seria um processo longo e dolorido, mas definitivamente não queria mais me esconder e aguardava, de coração aberto, todos os piores sofrimentos que estariam por vir. Algo como uma desintoxicação. Ficaria doente, teria crises e não haveria outro remédio além do tempo.&lt;br /&gt;Melhor assim. Agia racionalmente pela primeira vez em muitos meses e me sentia forte por isso. Tomei as rédeas e agora era eu quem não queria mais. Mas confesso que o coração ficava apertado e eu engolia as lágrimas quando sabia que era ele ao telefone e, fingindo não me importar, dizia: “não vou atender, diga que não estou”&lt;br /&gt;Mas então algo extraordinário aconteceu. Conheci outra pessoa. Ainda não estava em condições de me interessar de fato, mas acabei me apegando aquela pequena possibilidade de ser feliz novamente. Ele era gentil, doce e, o melhor de tudo, muito bonito. Convenhamos, há saída melhor para uma dor de cotovelo feminina do que desfilar com um homem extremamente atraente? Minha auto-estima foi sendo devolvida aos poucos e eu até conseguia sorrir de novo. Mas quando a noite chegava, ao abraçar o travesseiro, ainda era no dito cujo que eu pensava. Era a ele que eu desejava, era pra ele que, conversando sozinha, fingia contar os acontecimentos do dia. A solidão me pegava de jeito e eu chorava silenciosa, no escuro.&lt;br /&gt;Como um relacionamento tão conturbado poderia ter me atingido daquela maneira? Aquilo nem mesmo tinha sido um namoro. Como é o nome de uma relação a qual, após uma noite perfeita de sexo, o cara nem mesmo pega na sua mão e é capaz de caminhar distante para não ser visto junto a você? Eu sei o nome disso. Chama-se: Homem babaca e mulher estepe. Estepe e burra!&lt;br /&gt;Burra por ter me sentido a pior das pessoas ao vê-lo no cinema com uma daquelas vacas com que ele desfilava de mãos dadas. Mais burra ainda por ter me sentido tão feliz ao ser levada pra casa no carro dele, de madrugada, contente por ser a sua última opção da noitada.&lt;br /&gt;Mas acabou, consegui botar um ponto final nessa história. Por que ele ainda me liga? Muitas vezes cheguei a fraquejar e quase atendi o telefone. Mas me concentrava em todas as suas canalhices para retirar forças, não sei nem de onde, e abafar a vontade doída de ouvir sua voz.&lt;br /&gt;Mas hoje era a prova de fogo. O grande dia. Era aniversário dele e de um amigo em comum. Os dois comemorariam juntos e eu não poderia deixar de ir. Não perderia por nada no mundo a chance de aparecer acompanhada do meu bonitão e desfiar toda a minha confiança ensaiada, com aquele falso ar de mulher feliz e bem comida.&lt;br /&gt;Caprichei no visual, estava realmente bonita. Sentia-me à altura das vadias elegantes que ele beijava na minha frente e que depois levava pra casa para voltar ao meu encontro por debaixo dos panos.&lt;br /&gt;Cheguei na hora marcada, olhei em volta e... droga! Meu acompanhante estava atrasado. Não queria de forma alguma entrar na festa sozinha, isso seria o fim do meu sonho de entrada triunfal. Esperei mas um pouco e nada.&lt;br /&gt;Quis ir embora, sumir.&lt;br /&gt;Mas quando vi que de fato havia tomado o maior de todos os bolos, respirei fundo e entrei. Até lembrei de um amigo meu que dizia: não chore pelo leite derramado, agora o jeito é tomar de canudinho! Mas não adiantava mais... A confiança, a auto-estima e tudo o que eu havia repassado mentalmente haviam escorrido pelo ralo...&lt;br /&gt;Não conseguia entender o porquê daquele bolo pois ele parecia todo apaixonado no dia anterior...&lt;br /&gt;Que ódio!!&lt;br /&gt;Tomei várias cervejas e fiquei assistindo de camarote o filho da puta dando atenção a todas aquelas peruas. O cartão de aniversário que eu havia escrito para entregar-lhe na ocasião já estava amassado como dinheiro de bêbado na minha mão suada de punho cerrado. Enfiei-o na bolsa e decidi que as palavras minuciosamente preparadas “não importa o que houve, te admiro muito e espero te ter como amigo...” não faziam o menor sentido agora. Até o “se cuida” preparado com muita astúcia e localizado no final do textinho, soava incrivelmente ridículo!&lt;br /&gt;A cerveja ia derretendo minha máscara como ácido e eu desisti de dissimular... Me entreguei à frustração com o coração em frangalhos mas, ainda sim, aliviada.&lt;br /&gt;Ao final da noite, com o lugar já vazio, o vi sentado em um canto sozinho. Onde foram parar todas aquelas loiras, morenas e ruivas de salto alto que bebiam drinks coloridos, dançavam comedidamente e falavam com ele sobre arte, cinema e arquitetura?&lt;br /&gt;Com a sensação de que tudo estava perdido, me aproximei jogando no lixo dias de racionalidade, força e auto-controle. Tirei o cartãozinho do bolso e o entreguei em suas mãos. Ele me fitava fixamente com os olhos cheios de lágrimas. Não entendendo direito o que se passava, me sentei ao seu lado e o abracei com força. E então, como num sonho meio louco ele disse tudo o que eu sempre quis ouvir. Com direito a pedido de namoro e tudo mais. Um final feliz bem hollywoodiano, não fosse pelo estômago revirado e as conseqüências nada elegantes de um grande porre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte o tratante me ligou pedindo desculpas pelo bolo da noite anterior. E eu, com a cabeça embriagada de ressaca e alegria só consegui lhe dizer duas palavras: "Muito obrigada!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-7774829610365217885?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/7774829610365217885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=7774829610365217885&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/7774829610365217885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/7774829610365217885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2007/02/chegava-ento-o-dia-da-festa.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2jc8N8h3AxQ/RdSllS-wW_I/AAAAAAAAAAM/HMpXlzWIogA/s72-c/love+u.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116921119236319808</id><published>2007-01-19T04:48:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T09:48:57.626-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1111/2148/1600/831757/53170.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1111/2148/320/187614/53170.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo, mano velho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toca o despertador. Eu mal posso acreditar que realmente tenho que sair da cama. A cabeça está meio pesada e meu cabelo exala aquele cheiro de cigarro que me lembra violentamente da noitada anterior. Um leve mal estar me confunde e, em meio aqueles pensamentos desordenados pelo sono, pergunto-me: bebi muito ontem? Desligo a função soneca.&lt;br /&gt;Ao me levantar, o corpo dói um pouco. Concentro-me. Uma vodka, duas cervejas e alguns goles nas bebidas dos outros. Só isso e eu me sinto assim? A noite anterior passa então pela minha cabeça num flash de segundos, como num vídeo clipe... E a conclusão não é das melhores: Estou velha.&lt;br /&gt;Claro que não sou louca ao ponto de me achar realmente velha aos 26 – quase 27 – anos. Sei que sou muito jovem, que tenho a vida inteira pela frente e bla bla bla. Mas tive a nítida sensação do efeito do tempo. Foi assustador. O tempo, essa coisa tão subjetiva, que a gente fatia em anos, semanas e dias, num esforço desesperado de torná-lo um pouco mais palpável, caiu sobre mim como um tijolo. Recapitulei novamente o vídeo clipe e todos os fragmentos se juntaram fazendo um enorme sentido. Fui tomar banho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Havia chegado no tal inferninho, local que freqüento há muito tempo, e dei de cara com rostos lisinhos, meninas de cabelos super coloridos e pouquíssimos conhecidos. Enquanto isso, meu irmão de 20 anos estava totalmente à vontade, cumprimentava a todos e me apresentava seus amigos e amigas de rostos lisinhos e cabelos coloridos. Não bastasse isso, o desconforto ainda piorou quando percebi que, além de extremamente novas, as pessoas ali eram também baixinhas. Do alto (nem tão alto assim) da minha estatura de 1,72, com o acréscimo de alguns centímetros de salto, me senti um gigante na terra dos anões frenéticos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peço uma vodka.&lt;br /&gt;Todo mundo a minha volta canta e dança e eu nem conheço essa música... Comento com o dono do bar, um velho amigo meu, que a faixa etária da clientela diminui e ele diz: não mudou nada, sempre foi assim. “Como assim não mudou? Claro que mudou. Ele deve estar doido” pensei. Não tinha me dado conta, naquele momento, de que uns seis anos já haviam se passado. Seis gordas fatias de anos.&lt;br /&gt;Depois de duas cervejas vou ao banheiro e me deparo com uma menina de cabelo laranja e cheia de piercings aos prantos. Meio constrangida vou fazer o meu xixi e finjo que nem vi nada. Entra mais alguém. E então escuto o diálogo da chorona com a amiga:&lt;br /&gt;- Não fica assim, vamos embora, vou te levar pra casa.&lt;br /&gt;- Não, eu não vou embora, eu posso agüentar.&lt;br /&gt;- Olha a sua maquiagem... tá toda borrada.&lt;br /&gt;- Eu vou agüentar, vou ficar aqui chorando. Sou ruiva, sou forte e eu não estou bêbada (soluços).&lt;br /&gt;Achei aquilo muito engraçado e me lembrei dos tempos dramáticos da adolescência. Hilário!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o cabelo agora sem resquícios do cheiro de cigarro e com o corpo bem melhor do que quando acabara de acordar, comecei a me arrumar rapidamente porque já estava atrasada para o trabalho. Cheguei a me divertir com o conteúdo da minha bolsa. Um creme rejuvenecedor, um sal de fruta, umas contas para pagar, alguns boletinhos de cartão de crédito e uma agenda. Interessante... Embora a quantidade de compromissos tenha aumentado muito de uns tempos pra cá, a agenda diminuiu drasticamente de tamanho. Não tem mais espaço para aqueles adesivos extravagantes, papéis de bombom e penduricalhos de outrora.&lt;br /&gt;Lá no fundo, um volume deixava a bolsa meio deformada. Uma dúvida grave: Desde quando passei a carregar guarda-chuva? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116921119236319808?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116921119236319808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116921119236319808&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116921119236319808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116921119236319808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2007/01/tempo-mano-velho.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116682063056992373</id><published>2006-12-22T12:45:00.000-08:00</published><updated>2007-01-13T15:14:15.506-08:00</updated><title type='text'>adeus ano velho...</title><content type='html'>Andei ausente porque esse fim de ano está uma correria... Bom, mas pra não deixar passar em branco, fica aqui o meu último texto de 2006. Amanhã viajo para um lugar sem computador, telefone, relógio, televisão... O vazio material é necessário para o preenchimento da alma. Voltarei renovada, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, não quero fazer planos para 2007, mesmo porque isso nunca funciona comigo. Não tenho disciplina e nem saco para cumprir cronogramas, já basta ter de cumpri-los nos compromissos cotidianos.&lt;br /&gt;Prefiro, agora, falar do ano que passou. Foi um daqueles anos impressionantes, inesquecíveis. Foi um período de emoções intensas. Sofrimento, diversão, alegria, expectativas, medos, angústia, euforia, disposição, exaustão. Só que tudo isso de uma maneira arrebatadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobertas de 2006:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuo um braço elástico que é capaz de alcançar as aspirações aparentemente inacessíveis. E quando esse braço estica ao máximo e ainda não chega lá, tem sempre um empurrãozinho muito especial de alguém por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso conviver por anos com pessoas, sem conhecê-las, e de repente me dar conta do quão especiais elas são.  Sou capaz de amá-las com muita intensidade. E, por outro lado, posso ter uma convivência bem próxima com pessoas e só descobrir o lugar que elas têm em minha vida depois de me afastar. E o melhor: sempre há tempo para uma reaproximação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que dê tudo errado e nada saia como o planejado, sempre existem novas possibilidades. Sempre existem ou eu sempre as acho? Bom, o fato é que procuro como ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser responsável com os sentimentos dos outros é muito bom. Aturar quem não o é com os nossos sentimentos é um enorme disparate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor, dois mais dois nem sempre são quatro. Mas os resultados inexatos e assimétricos também podem ser viáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos são mais importantes do que imaginava e fazer novas amizades e abrir espaço para pessoas totalmente diferentes de mim pode ser uma experiência maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o mar pelo menos uma vez por ano e andar de bicicleta de vez em quando me faz uma pessoa mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores de 2006:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor combustível: Otimismo.&lt;br /&gt;A melhor terapia: Cantar.&lt;br /&gt;A melhor nova experiência: Galo no mineirão.&lt;br /&gt;A melhor surpresa: minha turma de jornalismo (já com saudades...).&lt;br /&gt;As melhores pessoas: minha família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor amor? “É o velho amor ainda e sempre...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz tudo para todos! E que venha o 2007!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116682063056992373?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116682063056992373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116682063056992373&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116682063056992373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116682063056992373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/12/adeus-ano-velho.html' title='adeus ano velho...'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116413253939283826</id><published>2006-11-21T10:06:00.000-08:00</published><updated>2007-01-11T03:05:56.296-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1111/2148/1600/380025/marais.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1111/2148/320/635872/marais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1111/2148/1600/287556/marais.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Tava o maior calor na rua. O sol era forte e eu tinha que ficar com os olhos entre abertos para poder enxergar alguma coisa. Peguei o caminho errado. Por que eu sempre erro esse trajeto? Centro da cidade, um destino tão simples e eu sempre dou voltas... Mas tudo bem, é bom andar um pouco, deixar os pensamentos voarem livres, sem compromisso. Deve ser por isso que erro o caminho! Fico voando ao invés de andar e prestar atenção.&lt;br /&gt;Na volta quis pegar um ônibus. Pensei rápido e optei por um ótimo investimento: gastar o dinheiro da passagem numa casquinha de sorvete e voltar a pé. Era daqueles sorvetes de máquina, de 1 real. “Uma casquinha só de chocolate por favor”.&lt;br /&gt;A qualidade, como o esperado, não era lá das melhores. Docinho e meio aguado, mas eu até que gostei.&lt;br /&gt;Era necessária certa precisão e agilidade nas lambidas porque ele derretia rápido. Recordei-me da minha infância. Hoje quase não se toma mais casquinha. Ou toma?&lt;br /&gt;Me lembrei também que a última vez em que tomei um sorvete de casquinha foi a pouco mais de um ano num passeio maravilhoso em um bairro chamado Marais. O sorvete foi o melhor que já experimentei na vida e tudo mais era perfeito. Talvez um dia eu ainda volte lá para tomar aquele sorvete. Mas acho que não será a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive de esquecer a delícia gelada parisiense de um ano atrás, para me concentrar no meu humilde sorvetinho de máquina. Eu desejava muito aquele restinho que fica dentro da casquinha onde a língua não mais alcança. Mas não queria comer a casquinha. Como fazer? Lembrei-me novamente dos tempos de criança. Os pequenos realmente sabem das coisas! Com a esperteza infantil, mordi a parte do fundo da casquinha, abrindo um buraco para que pudesse sugar o sorvete por baixo. A casquinha logo se transforma num canudão e o restinho tão desejado flui imediatamente para a boca. Genial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo começa a pingar incessantemente e fica muito difícil não fazer uma lambreca. E então foi aí que me lembrei o porquê do abandono, na vida adulta, de tal prática. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116413253939283826?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116413253939283826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116413253939283826&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116413253939283826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116413253939283826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/11/tava-o-maior-calor-na-rua.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116412618192291289</id><published>2006-11-21T08:22:00.000-08:00</published><updated>2006-11-29T17:15:09.070-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Resolvi mudar um pouco. É sempre bom.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116412618192291289?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116412618192291289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116412618192291289&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116412618192291289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116412618192291289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/11/resolvi-mudar-um-pouco.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116342005875546250</id><published>2006-11-13T03:15:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T08:32:49.236-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/mascaras.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/mascaras.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Andam vendo veracidade nas mentiras que aqui escrevo...&lt;br /&gt;Enxergar inspiração nas alegrias ou problemas alheios é desrespeito à privacidade? Existe uma ética para a inspiração artística? Se existe, ela anda talhando violentamente o que restou da minha criatividade. Na verdade nem precisa existir. Sua simples ameaça subjetiva na cabeça dos outros já é o suficiente para me encher de cobranças quanto a minha postura de relatar as coisas do mundo, da maneira como as vejo, aqui nesse espaço não tão democrático assim. Fui censurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando... Se tudo o que escrevêssemos fosse verdade, Chico Buarque seria uma mulher.&lt;br /&gt;Agora imaginem se todas as mulheres que se identificam com suas composições fossem lhe reclamar direito autoral ou ética de privacidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui censurada, mas continuo teimosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116342005875546250?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116342005875546250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116342005875546250&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116342005875546250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116342005875546250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/11/andam-vendo-veracidade-nas-mentiras.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116309825814816346</id><published>2006-11-09T10:48:00.000-08:00</published><updated>2006-11-26T16:43:43.310-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Macarrão não combina com queijo?&lt;br /&gt;Boca tem que ter beijo&lt;br /&gt;Mulher combina com fofoca no banheiro.&lt;br /&gt;Sábado, bicicleta e água de coco. Delícia!&lt;br /&gt;Domingo, ócio e preguiça.&lt;br /&gt;E cachorro quente sem mostarda? Não pode.&lt;br /&gt;Relógio e compromisso. Corre!&lt;br /&gt;Mar combina com sol&lt;br /&gt;Homem com futebol.&lt;br /&gt;Chuva, filme e cobertor.&lt;br /&gt;Cerveja com calor&lt;br /&gt;Sorriso e bom humor.&lt;br /&gt;Tarantino combina com sangue&lt;br /&gt;Marido com amante.&lt;br /&gt;Amor e sexo. Combina!&lt;br /&gt;Ressaca, coca cola e piscina.&lt;br /&gt;Música, cozinha, família e conversa fiada&lt;br /&gt;Viagem e estrada. Pé na tábua!&lt;br /&gt;Sexta feira combina com amigos e alegria&lt;br /&gt;Fotografia com nostalgia&lt;br /&gt;Boteco e filosofia.&lt;br /&gt;Desejo e impulso. Confusão!&lt;br /&gt;Cachaça com limão. Galo e Mineirão!&lt;br /&gt;Pão com manteiga e café&lt;br /&gt;Colo e cafuné.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116309825814816346?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116309825814816346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116309825814816346&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116309825814816346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116309825814816346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/11/macarro-no-combina-com-queijo-boca-tem.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116301424128715562</id><published>2006-11-08T11:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T18:33:08.176-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/ad.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/ad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em uma conversa à toa, de boteco, uma amiga me fala que ouviu um conselho formidável que desejava acatar. Cheguei a franzir o cenho pois todo mundo sabe que conselho todos dão, mas ninguém os devem seguir! Pois bem, me conte o tal conselho, disse desconfiada. A conversa era sobre relacionamentos amorosos e a tal conselheira a havia dito que nunca devemos nos relacionar com alguém que está abaixo dos nossos ideais.&lt;br /&gt;Bem que eu desconfiei! Era a coisa mais estranha que ouvira nos últimos tempos!&lt;br /&gt;Temos metas a seguir no trabalho, na escola, no convívio social. Agora temos metas também para relacionamentos pessoais! Era só o que me faltava!&lt;br /&gt;Tudo bem, vamos otimizar as relações e melhorar sua qualidade estabelecendo metas e padrões para a produção do amor. Sentimentos e emoções serão agora produzidos em série e larga escala, tudo dentro da lógica de mercado.&lt;br /&gt;Então, funciona assim: eu olho para pessoa, faço uma análise qualitativa do produto e vejo se ela está dentro do meu padrão, se ela vai funcionar bem de acordo com minhas necessidades. Se assim estiver, eu pago o preço. E, claro, terei de me esforçar para me encaixar nos ideais vigentes. Afinal, não podemos nos esquecer da lei da oferta e da procura, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116301424128715562?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116301424128715562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116301424128715562&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116301424128715562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116301424128715562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/11/em-uma-conversa-toa-de-boteco-uma.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116230042471268289</id><published>2006-10-31T05:12:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T05:47:10.643-08:00</updated><title type='text'>Quase</title><content type='html'>Por várias vezes ela ensaiou algumas palavras, mas não conseguiu proferí-las. Ele já sabia exatamente o que o silêncio queria dizer. Ele sempre sabia.&lt;br /&gt;Não era preciso falar nada, não naquele momento. Os olhos se encontravam vez ou outra e despediam-se por longos segundos. Ela desviava o olhar pois, embora gostasse de partir, sempre evitava a despedida.&lt;br /&gt;Olhou o quarto em volta e reconheceu-o. Até o cheiro tão impessoal já se tornara familiar. Percebeu que jamais voltaria ali. Uma cama, nem muito grande e nem muito pequena, uma geladeirinha com água e cerveja e um banheiro para as chuveiradas rápidas. Era tudo o que precisavam para fugirem do resto do mundo, pois, ali, já tinham um ao outro.&lt;br /&gt;Nos últimos momentos, em meio às coisas bonitas e tão cheias de sentido que sempre falava, ele arriscou dizer que chegou muito perto de pronunciar as três palavrinhas. Ela estremeceu pensando que talvez isso pudesse ter feito diferença. Mas, novamente, calou- se. E tudo acabou assim, no quase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116230042471268289?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116230042471268289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116230042471268289&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116230042471268289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116230042471268289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/quase.html' title='Quase'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116170414618076914</id><published>2006-10-24T08:35:00.000-07:00</published><updated>2006-11-03T09:47:41.593-08:00</updated><title type='text'>::: Tato :::</title><content type='html'>Aconchegante, o lençol macio acaricia minha pele. O contato nu de dois corpos os aquecem como nenhum cobertor é capaz..&lt;br /&gt;Gosto de quando os quatro pés se encontram e se esfregam suavemente. Gosto de quando as mãos passeiam exploradoras e quentes. As pontas dos dedos, sem pressa, tocam levemente o dorso e provocam um fino arrepio. Os lábios passam macios pela nuca sem grandes pretensões.&lt;br /&gt;Um rosto é encaixado no outro peito de forma que a face se acomoda e os ouvidos captam o bater calmo de um coração. Um bater satisfeito, saciado. Cada parte sua se encosta em cada parte minha e a gente sente tudo como numa parte só.&lt;br /&gt;Lá fora faz frio.&lt;br /&gt;Aqui dentro só há vontade de permanecer.&lt;br /&gt;Mas o adormecer chega de mansinho e despercebido sem ao menos nos dar a chance de recusá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116170414618076914?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116170414618076914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116170414618076914&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170414618076914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170414618076914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/tato.html' title='::: Tato :::'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116170410024090150</id><published>2006-10-24T08:34:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T10:24:15.810-07:00</updated><title type='text'>::: Olfato :::</title><content type='html'>A primeira coisa que faço quando chego no litoral é encontrar o mar com os olhos. Meu peito se enche ainda mais de alegria quando piso descalça na areia e a água vem de encontro aos meus pés. Eu sou do tipo que não cansa de se emocionar a cada vez que reencontra aquela imensidão de água azul e salgada. Ainda que não conheça todas as belezas do planeta, considero o mar o que há de mais bonito no mundo inteiro.&lt;br /&gt;Respiro fundo. O cheiro da maresia é o que me traz de fato praquele lugar. Porque o que a gente vê e escuta pode ser guardado na memória ou reproduzido de várias maneiras. Mas nada reproduz o cheiro do mar, ele se perde facilmente. Não é um cheiro que se pode guardar, como os perfumes. Nada é capaz de imitar os odores da brisa densa que impregna os cabelos e fazem com que a pele fique melando e salgada.&lt;br /&gt;Por mais que eu me esforce, não consigo lembrar exatamente daquele cheiro. Só é possível sentí-lo quando se está lá. Ele é dotado de aura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes me pego cheirando o frasco de filtro solar só para me aproximar um pouquinho daquela sensação perdida. Mas, claro, não é a mesma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116170410024090150?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116170410024090150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116170410024090150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170410024090150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170410024090150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/olfato.html' title='::: Olfato :::'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116170404220703969</id><published>2006-10-24T08:33:00.000-07:00</published><updated>2006-10-24T10:26:10.660-07:00</updated><title type='text'>::: Audição :::</title><content type='html'>Gosto tanto de música e a tenho tão presente que minha vida é composta de trilhas sonoras. Há música para dançar, para cantar, para se emocionar, para almoçar, para namorar, para andar, para fazer faxina e até para dormir. As melhores são aquelas para ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha memória é péssima. Eu não me lembro nomes de bandas, de músicas, de filmes, nem de artistas. Mas consigo cantarolar de cabeça a trilha sonora daqueles desenhos antigos da warner, que sempre acompanhavam as confusões sacanas do Perna-longa. Lembro que os desenhos quase não tinham fala, pois a música completava bem os diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou capaz de organizar e demarcar as fases da minha vida de acordo com estilos musicais. Posso não me lembrar exatamente dos nomes e dos rostos das pessoas que já conheci. Mas sei exatamente qual banda ou disco ouvir quando quero ter uma experiência nostálgica de determinada época. A música imediatamente rompe barreiras de espaço e tempo e me transporta para o passado, com todas as sensações que ele envolve. É incrível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116170404220703969?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116170404220703969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116170404220703969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170404220703969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170404220703969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/audio.html' title='::: Audição :::'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116170389884823286</id><published>2006-10-24T08:30:00.000-07:00</published><updated>2006-11-01T06:21:13.306-08:00</updated><title type='text'>::: Paladar :::</title><content type='html'>Apressadamente o desembrulho daquele plástico e depois há mais um plástico. Gostava mais do antigo papel laminado, era mais fácil de rasgá-lo e remoldá-lo em volta do pedaço que sobrasse. Mas tudo bem, comigo nunca sobra mesmo.&lt;br /&gt;Em poucos segundos perco a paciência e rasgo de qualquer jeito. A gula anda lado a lado com a pressa. Sendo assim, meu pecado preferido também é inimigo da perfeição. Deve ser por isso que nunca gostei da perfeição. Ou é ela quem nunca gostou de mim?&lt;br /&gt;Consegui enfim tirar o papel. A boca salivava. Fecho os olhos, coloco-o entre os dentes. Em meio ao céu da boca e a língua deixo-o derreter... Ao leite é melhor porque derrete rapidamente e deliciosamente. O gosto vem de todos os cantos. Nunca consegui distinguir o lado que sente o ácido, dos lados que sentem o doce e o salgado. Mas dizem que existe tal separação. Minha boca não separa muito bem as coisas e todos os cantos de sabores são melhor direcionados para o chocolate agora. Sim, porque chocolate não é qualquer doce. Chocolate é chocolate. Insubstituível. O fluxo de prazer é intenso, quase orgástico. Esqueço tudo a minha volta. E de repente o mundo para de girar por alguns instantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116170389884823286?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116170389884823286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116170389884823286&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170389884823286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116170389884823286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/paladar.html' title='::: Paladar :::'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116127026069861220</id><published>2006-10-19T07:36:00.000-07:00</published><updated>2006-11-21T11:51:37.476-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/redonda.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/redonda.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;::: Visão ::: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todo dia a mesma vista. Assisto da minha janela os mesmos carros passarem, as pessoas como formiguinhas lá embaixo correndo pra lá e pra cá em direção aos destinos apressados. Ora o sol reflete nos prédios, ora o vento chacoalha as árvores e elas parecem vivas. Hoje a chuva cai fininha na piscina do colégio logo em frente. O dia é cinza e as nuvens carregadas tapam as casinhas lá no horizonte. Adoro o horizonte porque gosto de olhar até onde a vista alcança e então perceber que o mundo é redondo. Gosto de me sentir vivendo em uma enorme bola. Isso significa que, por mais longe que formos, chegaremos sempre ao mesmo lugar. Essa parte eu não gosto tanto, mas sempre me vem no pensamento. Será que estamos presos no finito? Dizem que nossa vista é capaz de alcançar 100 quilômetros de distância, mas meu cérebro não aceita essa regra e insiste em enxergar lá longe. Deve ser por isso que eu posso ver tão bem as estrelas, o sol e outras coisas que, de tão iluminadas, podem ser vistas além do que alcança a vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116127026069861220?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116127026069861220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116127026069861220&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116127026069861220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116127026069861220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/viso-todo-dia-mesma-vista.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116120174673229527</id><published>2006-10-18T12:57:00.000-07:00</published><updated>2006-11-21T11:50:28.566-08:00</updated><title type='text'>O Big Brother do cotidiano</title><content type='html'>&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"...trabalhar como paparazzi certamente me traria menos constrangimentos do que esse meu péssimo hábito de observar a vida dos outros!"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso. Assisto &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt; e vários outros programas televisivos do gênero &lt;em&gt;Reality Show&lt;/em&gt;. É isso mesmo. Sou fascinada em espionar a vida alheia e tenho um interesse quase antropológico pelo comportamento humano. Às vezes até penso que meu tino para o jornalismo talvez teria melhor lugar na imprensa marrom que cobre fofocas, já que, apesar de quase formada, nunca me encantei de fato pela profissão. Mas, pensando bem, não me realizaria nesse ramo porque as celebridades não me interessam tanto. É bem verdade que nem a vida sexual da Cicarelli me desperta mais curiosidade do que experiências cotidianas de pessoas comuns, anônimas. E olha que eu nem estou pensando em princípios da ética jornalística, estou pensando puramente em realização pessoal! Mas de uma coisa eu tenho certeza: trabalhar como &lt;em&gt;paparazzi&lt;/em&gt; me traria menos constrangimentos do que esse meu péssimo hábito – hábito é uma maneira bem suave de chamar esse vício &lt;em&gt;voyerista&lt;/em&gt; – de observar a vida dos outros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher que está sentada na cadeira de trás tem uma voz estridente e interrompe meus pensamentos. Aqui estou, dentro do ônibus a caminho do trabalho, mais uma vez prestando atenção em conversas que não me dizem respeito. Fingindo me ajeitar na cadeira, afasto minha cabeça para perto do encosto onde posso ouvir melhor o que a tal mulher está falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até tentei parar com isso, comprei um &lt;em&gt;mp3 player&lt;/em&gt; pra me desligar das conversas das pessoas, mas esse caso parecia ser imperdível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que pude apurar dos fatos, a mulher tinha duas irmãs e a mais velha era casada há quatro anos e tinha uma filha. Parece que algo muito sério havia ocorrido porque ela até abaixava o tom de voz para falar “daquilo que aconteceu”.&lt;br /&gt;Meu deus, terei um piripaque aqui se não descobrir o que significa “aquilo que aconteceu”! Parece algo realmente grave pois frases como “depois daquilo, a Fátima (a esposa) entrou em depressão” ou “Ele não deveria ter feito aquilo, acabou com a vida da família inteira” eram proferidas com o calor de um verdadeiro drama familiar. A curiosidade foi me corroendo e meus aptos ouvidos buscavam atentamente cada palavra vinda da cadeira de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O radinho do trocador do ônibus arranhava uma música sertaneja horrorosa e me atrapalhava a ouvir bem o caso. A música cheia de ruídos já me incomodaria numa situação comum, quiçá num momento desses em que eu estava prestes a ter acesso a uma história real pra lá de Nelson Rodrigueana! Num ato impensado, quase instintivo, me levantei e, rapidamente, me aproximei do trocador. Quando dei por mim já estava fazendo o pedido mais inusitado da minha vida: “Você pode abaixar o volume só um pouquinho por favor? É que eu sofro de enxaqueca e hoje não estou muito bem”&lt;br /&gt;Sim, eu fui capaz de tal loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse o mico que acabara de pagar perante o espanto do trocador, ainda tive que me indispor com uma dona folgada que se sentou no meu lugar nesse rápido intervalo de tempo em que me ausentei. A sorte é que ainda havia outros lugares vazios no ônibus e eu, muito sem graça e sentindo o rosto arder como fogo, a pedi gentilmente que trocasse de lugar, alegando que já estava sentada lá antes. É claro que ela duvidou de minha sanidade mental, mas, neste momento, confesso que até eu mesma duvidei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo resolvido, e eu então pude voltar ao meu camarote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido da irmã, que era a tal Fátima, havia a traído com a cunhada mais nova, de apenas 16 anos. Ser traída pelo marido e a irmã de uma vez só?! Eu sabia que essa história era das boas! O pior é que a cunhada engravidou e aí o circo pegou fogo. As irmãs brigaram feio, o pai se matou e o marido fugiu para sempre. Uma tragédia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragédia nada! Tragédia foi ter que concluir tudo isso a partir apenas da apuração das entre linhas e das citações indiretas ouvidas anteriormente, já que, ao voltar da confusão com o trocador e a dona folgada, as fontes principais haviam descido do ônibus sem “me contar” o final da história! Mas eu sei que foi isso que aconteceu, ah foi sim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116120174673229527?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116120174673229527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116120174673229527&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116120174673229527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116120174673229527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/o-big-brother-do-cotidiano.html' title='O Big Brother do cotidiano'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-116007302300642203</id><published>2006-10-05T11:20:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T10:26:35.016-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/eternal%20sunshine.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/eternal%20sunshine.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Paralelos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ela andava distraída e feliz. Ele a olhava com uma admiração que o levava a desacreditar que vivia um momento tão sublime. Na verdade não acontecia nada de mais, mas sabiam reconhecer que o nada de mais significava o cerne daquele sentimento que bastava por si só. Não havia necessidade de artifícios, sensações intensas, palavras profundas... A essência estava ali, na simplicidade. O silêncio era confortável e os sorrisos, sinceros. Tudo conspirava de tal forma que até o ar ficou mais puro, o dia ficou mais bonito e o sol, acolhedor. Não precisavam de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, não passado muito tempo, o dia ficou cinza. As nuvens carregadas provocaram uma sensação de insegurança e desconforto. Ela queria correr na chuva e ele queria se esconder. Despertaram do estado de distração total para o estado de alerta. As densas palavras substituíram o silêncio. A risada nervosa entrou no lugar do sorriso despretensioso. E até o olhar de admiração tornou-se um artifício calculadamente espontâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erraram ao tentar preservar a qualquer custo aquele momento que era de inevitável efemeridade. Não souberam lidar com os acidentes e imprevistos justamente por lhes destinarem muita atenção. Caíram na arapuca da razão ao tentarem usá-la inutilmente para as coisas do sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ela anda sozinha, em diálogos intermináveis consigo mesma, achando que tem que pensar demasiadamente em tudo com o intuito de não sofrer novamente. Ele anda calculando seus erros passados para tentar compreender o que aconteceu. Ambos em caminhos paralelos, que, embora estejam um ao lado do outro, jamais se cruzarão antes do infinito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-116007302300642203?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/116007302300642203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=116007302300642203&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116007302300642203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/116007302300642203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/10/paralelos-ela-andava-distrada-e-feliz.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-115651302463744277</id><published>2006-08-25T06:26:00.000-07:00</published><updated>2006-09-21T07:46:52.396-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/viola1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/viola1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;A pasta preta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu pai vinha com seu violão eu logo me sentava por perto sabendo que as próximas horas seriam de diversão garantida. Então vinha aquele objeto, na época, grande e pesado para nossas mãos infantis. Era uma pasta, dessas com capa preta que possuem vários plásticos para se guardar papel. Abria essa pasta e um mundo de possibilidades se abria pra mim.&lt;br /&gt;Eles estavam todos lá dentro, de A à Z, datilografados e acompanhados por umas letrinhas e números estranhos que só meu pai entendia e consultava ao tocar o violão. Ia de Alceu Valença à Zizi Posse, passando por Blitz, Caetano, Chico, Gil, Marina Lima, Marisa Monte, Raul Seixas, Rita Lee e Secos e Molhados, que eram os meus preferidos. Cabiam todos na pasta do meu pai.&lt;br /&gt;A gente então se amontoava em volta da pasta para que todos pudessem acompanhar a letra escolhida. Meu pai tocava e a gente desafinava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Uuuuuuhhh gato preto cruzou a estradaaa”,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; cantávamos eu, meus irmãos, primos, amigos e quem mais estivesse por perto. A casa vivia cheia, os filhos dos amigos do meu pai eram nossos amigos e a meninada se esbaldava na casa da rua Joanésia e, depois, da rua Capelinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do ambiente propício para um bom desenvolvimento do gosto e do ouvido para a música – me considero uma privilegiada por ter crescido nesse meio - o que mais marcou foi a mágica que carregava aqueles momentos. A lembrança hoje vem como num sonho, em que gente não consegue precisar os detalhes, mas conserva a nítida sensação. Inexplicável, mas quase palpável na memória. Chego a sentir o cheiro da época...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a gente cresce, se distancia, não tem jeito.&lt;br /&gt;Não temos mais o momento da pasta preta e hoje vejo como isso me faz falta.&lt;br /&gt;Era como se eu fizesse parte daquele mundo do meu pai. Sim, acredito que os músicos são pessoas diferentes que vivem em um mundo à parte. E este é, sem dúvida, um mundo inalcançável por reles mortais como eu. Mas a pasta preta me dava super poderes e eu invadia este mundo, mesmo que por um momento apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a relação que tenho com a música hoje seja reflexo disso tudo. Só tenho a agradecer meus pais por esse aprendizado essencial.&lt;br /&gt;Há pais que dão possibilidades aos filhos, há aqueles que deixam herança ou talentos hereditários, há também os que ensinam o que é certo e o que é errado, há os que pagam escola, que dão dura e que mostram aos filhos as dificuldades da vida através de uma criação rígida.&lt;br /&gt;Os meus me ensinaram a gostar de música, me ensinaram a arrepiar ao ouví-la e a ser mais feliz através dela. Me ensinaram a dar valor às coisas realmente importantes, como a caixa preta e tudo o que ela representou pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-115651302463744277?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/115651302463744277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=115651302463744277&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115651302463744277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115651302463744277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/08/pasta-preta-quando-meu-pai-vinha-com.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-115645216022324698</id><published>2006-08-24T12:12:00.000-07:00</published><updated>2006-09-16T07:40:31.520-07:00</updated><title type='text'>Sem explicação, método ou razão</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/fotos%20da%20kali%2006.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/fotos%20da%20kali%2006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já comeu um chocolate e achou que tê-lo derretendo em sua boca era a melhor sensação do mundo?&lt;br /&gt;Já riu sozinho ao lembrar de uma bobagem qualquer?&lt;br /&gt;Já ouviu uma música e, sentindo entranhar-lhes os poros, fechou os olhos e cantou alto?&lt;br /&gt;Já sentiu o sol banhar-lhe o corpo prazerosamente ao sair de um ambiente fechado?&lt;br /&gt;Já foi deitar cedo numa sexta-feira, apenas com a companhia de um livro, achando a melhor pedida do final de semana?&lt;br /&gt;Já saboreou um copo d’água, sem estar de ressaca, e achou que se tratava de uma bebida dos deuses?&lt;br /&gt;Já se sentiu inexplicavelmente bem?&lt;br /&gt;Já pegou um transito horrível num ônibus cheio e nem achou ruim porque assim teria tempo para terminar de ouvir todo o cd que tocava no mp3?&lt;br /&gt;Já viveu simples momentos em que esteve 100 por cento envolvido? Mas 100 por cento mesmo, como as crianças o fazem?&lt;br /&gt;Já ouviu uma música triste e sorriu por dentro ao lembrar de experiências ruins como algo extremamente válido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sentiu uma felicidade plena sem que nada demais estivesse acontecendo e teve até medo por isso? Chegou até a pensar: “Será que estou louco ou será que é isso mesmo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É preciso trabalhar o desapego sem perder a intensidade” Conselho de um sábio primo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-115645216022324698?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/115645216022324698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=115645216022324698&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115645216022324698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115645216022324698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/08/sem-explicao-mtodo-ou-razo.html' title='Sem explicação, método ou razão'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-115342547904211149</id><published>2006-07-20T12:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T06:01:42.213-07:00</updated><title type='text'>A Ilha desconhecida</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/Barco-b1.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/Barco-b1.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O homem tinha um único desejo em sua vida: ter um barco para ir à procura da ilha desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da estória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez &lt;em&gt;O conto da Ilha desconhecida&lt;/em&gt;, do Saramago, entre outras coisas sutis e ao mesmo tempo tão profundas, fale sobre a eterna busca por nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que todos nós temos uma ilha desconhecida. Acontece que não a descobrimos porque, ao desacreditarmos em sua existência, simplesmente não vamos à sua procura.&lt;br /&gt;A cansada conclusão de que todas as ilhas do mundo já foram descobertas e mapeadas fazem com que as pessoas hesitem em embarcarem sem destino certo. O ponderado Rei, do conto, acomodado em sua cadeira, quase nega o pedido do barco usando de tal argumento.&lt;br /&gt;Pois eu acredito, como o homem do barco, que tanto o mapa quanto todo o conhecimento humano sobre a geografia não significam nada diante das possibilidades que se abrem dentro da gente. Assim como das possibilidades que existem além do mar que a vista mais atenta pode alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito também que só nos encontramos quando nos distanciamos de nós mesmos... Mas não é uma coisa fácil de se perceber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesma já parti, inúmeras vezes, desdenhando da possibilidade da existência de ilhas desconhecidas. Munida de cegas convicções e teimosias, não esperava e nem desejava me deparar com tais ilhas. Acho até que, por várias ocasiões, cheguei a esbarrar em algumas. Mas acabei me convencendo de que se tratavam de miragens. Talvez fossem realmente miragens...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...) é deste modo que o destino costuma comportar-se conosco, já está mesmo atrás de nós, já estendeu a mão para tocar-nos o ombro, e nós ainda vamos a murmurar, Acabou-se, não há mais que ver, é tudo igual.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas agora está resolvido. Quero partir em busca da minha ilha desconhecida. Mesmo sabendo que posso correr o mundo sem encontrá-la ou, pior ainda, mesmo que eu venha a perceber que ela sempre esteve logo ao lado.&lt;br /&gt;Não importa. Irei assim mesmo.&lt;br /&gt;Sem bagagem ou acompanhante.&lt;br /&gt;Assim como o homem do conto, aprenderei com o mar a arte de navegar.&lt;br /&gt;Talvez eu me perca e nunca me ache. Mas isso pode não ser de todo ruim. Eu sempre admirei aqueles que não se preocupam em chegar ao destino certo.&lt;br /&gt;Aliás, aquele que aprecia ficar perdido e sabe aproveitar a sensação de liberdade dos caminhos desconhecidos exerce, sobre mim, um grande fascínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partirei então.&lt;br /&gt;Atravessarei os sete mares, flutuarei nas ondas e suportarei tempestades. Até aportar em minha ilha desconhecida.&lt;br /&gt;Aí então, jogarei minha âncora e sossegarei o coração... Terei uma terra firme e estável. Cessarei a busca enfim, com o orgulho dos descobridores. Afinal, o que mais poderei desejar?&lt;br /&gt;Terei achado minha ilha desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(...) quero encontrar a ilha desconhecida, quero saber quem sou quando nela estiver, Não o sabes, Se não sais de ti, não chegas a saber quem és...”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-115342547904211149?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/115342547904211149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=115342547904211149&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115342547904211149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115342547904211149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/07/ilha-desconhecida.html' title='A Ilha desconhecida'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-115150288327994566</id><published>2006-06-28T06:46:00.000-07:00</published><updated>2007-01-27T17:47:27.093-08:00</updated><title type='text'>Impressões sobre o acaso</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/jo??o"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/jo%3F%3Fo%20benzinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma era loura, toda patricinha. A outra tinha jeito de criança, bem na dela. Aquela, com um glós na boca, dava a impressão de meiguinha, tipo modelo da capricho. Já a com cara de brava, tinha uma presença marcante, mas, sinceramente, parecia meio chata. A baixinha era super simpática e falava pelos cotovelos! Tinha também uma grandona com um jeito engraçado, um tom de voz alto e uma risada hilária, mas nunca achei que me aproximaria dela, sei lá porquê. Essas foram as primeiras impressões. Mas, contrariando o ditado, não foram as que ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos se passaram. No auge da festa de formatura, da qual eu era apenas uma convidada, encontrei a resposta para a pergunta que tanto me fiz. “Por que resolvi largar a Universidade Federal, para entrar em uma faculdade particular, em um tiro no escuro, sem saber até mesmo do que se tratava aquele curso de nome estranho?”&lt;br /&gt;Levemente bêbada olhei a minha volta e reconheci minhas amigas. Passados quatro anos do dia em que a gente se conheceu, o carinho e a amizade eram ainda mais fortes. Mesmo que cada uma tenha seguido caminhos diferentes, estávamos todas ali, reunidas naquele momento tão importante. Não pude deixar de pensar no fato de que eu poderia estar me formando também, se não me deixasse sempre levar pelo enorme prazer de chutar o balde... Mas isso não importava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo comecei a não confiar tanto nas coincidências... Passei a considerar a existência de alguma conspiração sobrenatural que cuida para que as coisas não aconteçam totalmente por acaso. Agora posso confessar que não tenho o controle sobre tudo o que ocorre na minha vida... E foi assim, bêbada e confessa que pude perceber que não entrara naquela sala de aula, há quatro anos atrás, por mero acidente de percurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade é o presente mais valioso que a vida me reservou nestes últimos anos. E poder compartilhar este momento único foi ainda melhor do que a bebida, o prato especial sem carne, o anel que brilhava no escuro e o alívio de dançar funk de havaianas após tirar o salto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me emociona só o fato de lembrar que posso contar com pessoas tão especiais que simplesmente escolheram estar por perto. Não é por parentesco, não é por qualquer tipo de interesse ou por necessidade. É apenas porque fizeram a opção de estar ao meu lado. Pela companhia, pelas risadas, pelas conversas, pelos conselhos, pelas confidências, pelas comilanças, pelas cervejinhas, pela consideração, pela amizade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e colegas vão e vem, mas há aqueles que a gente deve guardar bem lá no fundo, com muito carinho, sempre. (essa frase foi plagiada, é dito popular, é senso comum, é clichê, mas é a mais pura verdade!) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Foto por João Benzinho &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.olhares.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-115150288327994566?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/115150288327994566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=115150288327994566&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115150288327994566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/115150288327994566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/06/impresses-sobre-o-acaso.html' title='Impressões sobre o acaso'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114926089731779315</id><published>2006-06-02T08:01:00.000-07:00</published><updated>2006-06-11T10:28:58.363-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/paris.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/paris.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;foto por Tiago Fazito &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;:::&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Entre o importante e o essencial...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Estava trabalhando na cobertura de um evento e tinha um cara dando uma palestra... O tema era meio chato, falava de mudanças organizacionais. Mas o interessante é que, de repente, o palestrante disse para os convidados: “lembrem-se dos três acontecimentos importantes que marcaram sua vida nos últimos três anos.”. Com a memória horrível que tenho, quase não consegui me lembrar do que tinha feito no dia anterior... Pensei em pânico: Será que nada realmente marcante aconteceu na minha vida nos últimos anos ou será que os meus parâmetros de importância é que são meio esquisitos?&lt;br /&gt;Resolvi tentar mais uma vez...&lt;br /&gt;Me esforçando para desprogramar meu cérebro do modo de exibição padrão – aquele em que os fatos importantes são os profissionais, acadêmicos e toda aquela baboseira de currículos e entrevistas – forcei minha mente para resgatar os tais momentos. Mas, tudo o que eu consegui foi reunir fatos soltos e momentos extremamente simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei dos dias ociosos em volta da mesa, horas a fio, dando risadas dos papos surreais com o pessoal lá de casa...&lt;br /&gt;De uma noite fria assistindo filme debaixo do edredom com uma companhia muito especial...&lt;br /&gt;Do final de uma gandaia memorável, em que eu, bêbada com um resto de cerveja quente nas mãos, fui dançar sozinha e de olhos fechados na pista vazia, toda pra mim...&lt;br /&gt;Dos encontros de comilança, papo furado e gargalhadas com as amigas...&lt;br /&gt;De uma tarde de palavra cruzada, frisbee e brisa em frente ao mar...&lt;br /&gt;Da impressionante paisagem, dourada pelo por do sol, vista de cima da roda gigante que fica em frente ao museu do Louvre...&lt;br /&gt;Do futebol engraçadíssimo em família com meu pai no sítio...&lt;br /&gt;Dos planctons que realmente brilham e fazem com que o mar fique fluorescente durante a noite...&lt;br /&gt;Dos vários dias em que eu e minha irmã passamos pintando a casa com cervejinhas e Madonna.&lt;br /&gt;Do momento da chegada em Ilha Grande, após muitas horas de barco, ônibus e van, quando pulamos de roupa e tudo no mar...&lt;br /&gt;De estar dormindo e sentir um abraço apertado no meio da noite...&lt;br /&gt;Da minha mãe me dando tchau e esperando que eu vire a esquina para fechar a porta atrás de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de tantos momentos que me esqueci de prestar atenção na palestra...&lt;br /&gt;Fatos marcantes? Mudaram a minha vida? Talvez...&lt;br /&gt;Quem sabe tudo isso seja o que habita o misterioso espaço entre o importante e o essencial... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114926089731779315?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114926089731779315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114926089731779315&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114926089731779315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114926089731779315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/06/foto-por-tiago-fazito-entre-o.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114925047744575182</id><published>2006-06-02T05:05:00.000-07:00</published><updated>2006-06-02T05:30:00.650-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/Imagem%20015.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/Imagem%20015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;Hoje é dia de frango!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um almoço no Restaurante Popular&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:::: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Bruna D. Oliveira e Lira Turrer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;::::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chegamos às 13 horas, momento em que o restaurante atinge sua lotação máxima. A bilheteria lembra até o Mineirão em dia de clássico. São três guichês bem organizados com o cardápio fixado na parede. “Arroz, feijão, frango assado, angu, salada e sobremesa – R$1,00”. “Que sorte! Hoje é dia de frango” comemora a repórter que não come carne vermelha. “E tem até sobremesa!” completa. Compramos nosso bilhete, que se assemelha a uma espécie de cartão magnético e fomos para a fila.&lt;br /&gt;Logo surge uma mulher de meia idade, com uma o braço numa tipóia, que me pede dinheiro para inteirar sua refeição. “Estou até tonta de fome” diz. E eu entrego minhas moedas a ela. Eram moedas grandes, dariam para mais de uma refeição. Porém, para nossa indignação, ela nem faz menção de se dirigir à bilheteria. Certamente meus vários 25 centavos não serão empregados no almoço.&lt;br /&gt;A fila dobra dois lances de rampa até perder de vista. Percebemos que existe outra entrada e ficamos confusas. “Vai lá ver”, digo à minha colega de reportagem. A moça que está logo à nossa frente percebe que somos novas no local e comenta: “Tem outra entrada, mas é bem capaz de estar mais cheia do que aqui”. A repórter volta desanimada. “A outra fila a gente nem enxerga o fim!” diz. Então decidimos tirar umas fotos. As pessoas nos olham desconfiadas. Uma voz ecoa no salão: “Vocês pede esmola, nóis não pede esmola não, nóis vem com o dinheiro no bolso!” A fala vem de um travesti que entra com uma mulher aparentemente nova carregando uma criança de uns 4 anos no colo. Então ela diz: “Eu num entro na fila não porque eu tô com criança no colo e sô gestante”.&lt;br /&gt;13:15h e a fila não dá sinais de que vai avançar. Já que a espera vai ser longa, bater papo foi a melhor opção para tapear o estômago que já roncava. A tal moça da frente, curiosa, se interessa pela conversa e se torna uma boa fonte informativa sobre o restaurante. “A comida daqui é boa, mas o único problema é a fila. Mas pelo preço de 1 real vale a pena” diz. Ela nos informou também que, além do almoço, o restaurante também oferece café da manhã e jantar. E quem pensa que o local é freqüentado apenas por mendigos e moradores de rua está enganado. Muitos estudantes, idosos e comerciantes da região também encaram a grande fila do bandejão popular.&lt;br /&gt;13:20h começamos a subir a segunda rampa. Uns garotos, de idade entre 10 e 12 anos, aparentemente moradores de rua, nos pedem para chamar um senhor que se encontra próximo à gente. Sem entender porquê, atendemos o pedido das crianças. Elas queriam que o tal velhinho passasse na frente, já que existe preferência para idosos. Após relutar um pouco, o simples e tímido senhor se dirige à frente da fila. Aproveitamos a ocasião e fotografamos os gentis garotos. Eles fazem pose e pedem mais. “Vai aparecer na televisão?” pergunta um dos meninos na maior empolgação. Respondemos que vai sair no jornal e que eles ficariam famosos. Tivemos que explicar que a bateria estava acabando, pois eles tomaram gosto pelos poucos minutos de fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gastronomia Pop&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;13:40h. Após muito papo furado, finalmente chega a nossa vez. Dois funcionários ficam recolhendo os bilhetes. Tudo muito organizado. Logo na entrada nos deparamos com algumas pias, mas sem sabonetes e papel toalha. Talvez por isso elas não davam tanto ibope. Esperamos mais uns minutinhos até chegar a grande hora. Daí pra frente, é tudo muito rápido. Mal dá tempo de ver o que está sendo servido na bandeja. O feijão espirra no arroz e o angu se mistura com a alface. Os talheres ficam cobertos de molho de frango – que deveria ser assado – e o guardanapo já está todo ensopado antes mesmo de sentarmos à mesa. De repente uma banana é lançada junto à comida. Então concluímos: “nossa sobremesa!”. Tento bater uma foto, mas percebo que estou empacando a fila. O tempo é curto e minha colega já estava longe.&lt;br /&gt;Com as bandejas nas mãos olhamos em volta em busca de um lugar. O restaurante está cheio e movimentado. Achamos dois cantinhos naquelas longas mesas coletivas e, por coincidência, nos sentamos à frente dos garotos da fila. Paramos, olhamos e cheiramos. Com dificuldade pegamos na pequena parte limpa dos talheres e nos sentimos constrangidas pela nossa falta de jeito que era perceptível. Nos deparamos com umas garrafas com um líquido laranja e logo pensamos que se tratava de um refresco. “Será que estamos comendo mosca?”. Porém, ao prestarmos mais atenção, vimos que ninguém tinha copo, apenas um senhor com uma garrafinha de Mate-Couro, que provavelmente trouxe de casa. Um dos meninos pegou a garrafa com o tal líquido misterioso e o jogou por cima da comida. Sem entendermos nada preferimos não arriscar, mas sentimos que a comida estava sem sal.&lt;br /&gt;Ao longe vimos um balcão com pequenos recipientes cheios de um pozinho branco. “Será que é sal?”. Mas não, para a nossa decepção era farinha! Estranhando as divisórias da bandeja, ficamos na dúvida do que comer com o que. Lerdezas à parte, só no final fomos perceber que existem certas artimanhas, como usar a colher para misturar uma coisa com a outra. Os meninos saíram e em seguida uma funcionária veio limpar a mesa. Tudo muito limpinho. Nosso novo vizinho senta ao lado da tal “mãe” que, no início, alegou que não enfrentaria fila, e um odor de cola de repente toma conta do ambiente. Tudo bem, já estávamos terminando nossa refeição.&lt;br /&gt;A organização é constante no restaurante. Vimos que havia um balcão destinado às bandejas usadas, que lembrou o Mc Donald’s. Logo a frente tinham dois bebedouros, onde matamos a sede. Aproveitamos então para tirar mais algumas fotos, o que chamou a atenção de algumas pessoas. Neste momento ouvimos “se ela dança, eu danço, se ela dança, eu danço...”, o funk era cantarolado pelo pessoal que trabalha no balcão.&lt;br /&gt;Descemos a escada que leva a saída. Lá embaixo existe uma vendinha popular. Refri lata a R$1,30, refri copo R$0,50, balas, doces e salgados baratinhos. Perguntamos à dona da venda pelo gerente, mas ele estava na área do marmitex. Sim, ainda existe uma área para venda de marmita no restaurante, com opção de cardápio diferente do bandejão por R$1,50. Na movimentada ala de marmitex, não encontramos o gestor, que foi chamado por walk-talk por um mocinho da cozinha. O simpático gestor Jenner Santos nos informou que em média 7.500 pessoas por dia passam pelo restaurante. A produção da comida é acompanhada por dois nutricionistas e duas técnicas de nutrição.&lt;br /&gt;14:05h as portas já estavam fechadas. Meio perdidas passamos por um funcionário que brinca: “Gostaram do restaurante, hein?”. Perguntamos a ele onde ficava a saída. “Agora só amanhã!” ele diz. Seguimos um pequeno fluxo de pessoas que ainda estava lá e saímos.&lt;br /&gt;Ao comentarmos aos conhecidos sobre nossa experiência no RP, descobrimos que lá o público se divide espontaneamente em duas partes: o lado esquerdo é “reservado” aos estudantes e trabalhadores da região, já no lado direito ficam os mendigos e moradores de rua. E, por uma feliz coincidência, foi esse o lado que escolhemos nos sentar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114925047744575182?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114925047744575182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114925047744575182&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114925047744575182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114925047744575182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/06/hoje-dia-de-frango-um-almoo-no.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114839481514651386</id><published>2006-05-23T07:23:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T07:36:58.043-07:00</updated><title type='text'>Decepção</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/DSC03223.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/DSC03223.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Mesmo com toda minha hipocrisia deslavada, minha face nem corou ao dizer: “você me decepcionou”. Quando na verdade deixei, e até mesmo procurei, me decepcionar.&lt;br /&gt;Que culpa tem o outro de se mascarar e fingir ser o que não é, se eu o assolo com essa minha mania de moldá-lo segundo meus anseios? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Não o condeno por todas suas mentiras, desonestidades e traições. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Condeno a mim pela constante insatisfação perante aos outros. Me reprovo rigorosamente pela minha ingenuidade conveniente de achar que tudo saía como eu esperava, para só depois descobrir a verdade e joga-la na mesa como um troféu à minha virtude.&lt;br /&gt;Brindemos à minha virtude de nunca saber o que se passou e também à minha sinceridade oportuna.&lt;br /&gt;Brindemos às decepções que causam certo alívio e uma falsa impressão do quão forte e auto-suficiente somos!&lt;br /&gt;Quanto tempo será que eu perdi com essa insistência medíocre de cultivar um amor que mais parecia um espelho refletindo meus desejos superficiais? Tudo isso para, a essa altura do campeonato, me decepcionar a tal ponto de me sentir livre? Foi mesmo necessário?&lt;br /&gt;Não sei...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114839481514651386?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114839481514651386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114839481514651386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114839481514651386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114839481514651386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/05/decepo.html' title='Decepção'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114839281957806205</id><published>2006-05-23T05:06:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T07:12:03.076-07:00</updated><title type='text'>Invisível aos olhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/dorival%20moreira.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/dorival%20moreira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*foto por Dorival Moreira - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.olhares.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquele era mais um dia comum. Foi justamente o fardo da rotina que me faz escolher um caminho diferente, mesmo sabendo que ele era mais longo do que o usual. A maior distância que teria de percorrer me ajudaria, talvez, a encontrar uma solução para o problema que havia me tirado o sono na noite anterior. O tal problema martelava em minha cabeça quando um menino surgiu na minha frente. “Me dá um dinheiro aí dona.” disse ele meio afoito. Automaticamente eu fiz um gesto negativo com a cabeça e continuei meu caminho. Aquele menino – seria um menino ou um homem? Ou seria uma mulher? Sei lá, nem olhei direito. O fato é que o tal menino interrompeu meus pensamentos. Mas tudo bem, aquela camisa branca de botãozinho não fugiu da minha mente. “A solução dos meus problemas!” pensei aliviada. Deixe-me explicar: o que estava me tirando o sono era uma bendita entrevista para um emprego que sonhara há meses! Pois é, primeiro eu sonhava, depois perdia o sono... Mas o xis da questão era qual a roupa deveria usar na entrevista. Eu já havia lido, numa dessas revistas femininas, que nesta ocasião uma mulher deve estar bonita, discreta e usar uma roupa que sugira um “ar de responsabilidade”.&lt;br /&gt;Parecia até plausível a necessidade de se preencher expectativas de boa aparência, de primeira impressão, já que a pessoa responsável pela contratação não me conhecia. E nem me conheceria em uma entrevista, pois eu já sabia exatamente o que dizer. Li na revista sobre isso também! Mas uma apropriada imagem era fundamental.&lt;br /&gt;Caminhava feliz da vida pensando na minha roupa quando vi, logo à frente, uma movimentação estranha. Havia um ônibus parado na rua e um burburinho de pessoas em volta meio atordoadas. Cheguei mais perto e vi que policiais andavam cheios de armas na mão. Senti um frio no estômago ao me dar conta de que era algo realmente sério. Uma dona me pôs a par da situação: “o ônibus foi seqüestrado por um marginal armado que fez todo mundo que estava lá dentro de refém!” Essas palavras me despertaram uma sensação que eu tenho até vergonha de contar. Foi uma mistura de medo, nervosismo e uma emoção que beirava ao prazeroso. Afinal, eu estava diante de um espetáculo digno de filme policial. Meu coração acelerou e eu cheguei ainda mais perto. Não era como no Jornal Nacional, que a gente vê jantando em casa, uma coisa corriqueira, nada de mais... Agora estava ali, na minha frente, diante dos meus olhos.&lt;br /&gt;Ao me aproximar um pouco mais pude ver o seqüestrador. Era um lobo. Um lobo daqueles feios, selvagens, de dar medo. Se eu olhasse bem ele até possuía algumas características humanas, mas, ainda sim, era um lobo. O lobo, que respondia pelo nome de Sérgio, latia e rosnava de um lado para o outro mostrando os dentes para suas prezas. Estas não passavam de prezas assustadas e impotentes frente à situação.&lt;br /&gt;As horas passavam e os policiais, que mais pareciam pontos de interrogações ambulantes, transitavam dizendo coisas incompreensíveis em seus radinhos.&lt;br /&gt;O lobo arrastava uma de suas vítimas pelo interior do ônibus e colocava a cabeça para fora da janela para que todos ouvissem seus latidos. Era estranho, não sei se os outros puderam perceber, mas, em alguns instantes, ele parecia novamente ter características humanas.&lt;br /&gt;O lobo agia como se tivesse a consciência da dimensão que tudo aquilo tomara. Ele entendeu que estava sendo visto e filmado. Era o foco das atenções, o que lhe causava certa euforia. Quando as coisas iam se acalmando, se é que isso era possível, ele tornava a pegar sua preza e ia latir na janela, voltando a ser a atração principal de todos os olhares.&lt;br /&gt;Num destes momentos, ele acabou atirando em uma das reféns. Embora parte da cena tenha ficado fora do nosso campo de visão, pelo fato da preza estar deitada no chão do ônibus, era certo de que ele a tinha matado ou ferido gravemente... “Se atirou, foi para matar”, pensamos todos. Esse fato agravou ainda mais a revolta das pessoas que assistiam tudo aquilo.&lt;br /&gt;Já era noite quando Sérgio resolveu sair do ônibus. Ele saiu agarrado a uma das reféns. Já era de se prever o que aconteceria. Não deu pra ver direito, uma confusão se formou e então vieram os tiros. De repente eu me vi no meio da multidão que corria desesperada em direção ao Sérgio gritando “mata, mata!” De uma forma meio inconsciente eu também gritava e corria. Foi quando eu olhei para minha imagem refletida na janela de um carro e lá estava: eu era um lobo. Um lobo feio, selvagem, babando em busca de sua preza. Ainda que tivesse resquícios de características humanas, não passava de um lobo.&lt;br /&gt;Cheguei lá na frente e vi Sérgio agarrado por outros lobos uniformizados e armados que o levavam para dentro da viatura. Olhei bem para o Sérgio. Vi o que não tinha visto em nenhum momento. Acho que ninguém viu. O Sérgio, naquele instante, lembrava mais uma preza acuada. Estava desesperado pois já sabia qual seria seu destino. Qualquer animal é capaz de sentir que está perto da morte.&lt;br /&gt;Olhei rapidamente para o ônibus e vi que a refém supostamente morta não estava sequer ferida. Compreendi em segundos que tudo o que passou diante meus olhos não passara de Jornal Nacional. Quanto mais eu via, mais havia de invisível naquela história. Me dei conta de que, talvez, aquele menino que me pediu dinheiro pudesse ter sido o Sérgio, ou talvez apenas mais um Sérgio invisível. Sérgio queria ser visto, ser sentido para se ver e se sentir dentro daquela “realidade”. Mas ninguém o viu.&lt;br /&gt;No dia seguinte, a entrevista correu como eu planejava. O fato de ser branca e jovem, aliado, claro, à ajuda extra da camisa da responsabilidade, preencheu o quesito “boa aparência”, o que, me parece, foi suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;impressões sobre o documentário "Ônibus 174"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114839281957806205?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114839281957806205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114839281957806205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114839281957806205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114839281957806205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/05/invisvel-aos-olhos.html' title='Invisível aos olhos'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114553668079327972</id><published>2006-04-20T05:36:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T10:49:33.090-07:00</updated><title type='text'>Querem acabar com minhas vírgulas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/ilustra1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/ilustra1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É isso mesmo... Ouvi dizer por aí que nossa querida vírgula não é mais bem vinda. E a fonte era segura, oficialíssima. Essa informação veio do confiável meio jornalístico – os profissionais e os aspirantes a essa ingrata função se enchem de vaidade com a expressão “meio jornalístico”.&lt;br /&gt;Em uma mesa de bar – claro que não poderia ser em ouro local - a jovem jornalista toda pomposa disse: “O uso da vírgula está cada vez mais antiquado, só se abre exceção em casos de extrema necessidade. A tendência é cortar o supérfluo”. E ela ainda fala em “tendência” como se o uso da querida minhoquinha no texto fosse uma questão de moda! Mais essa agora!&lt;br /&gt;Primeiro foi aquele lance de objetividade e de imparcialidade que arrasou com o ego dos nossos repórteres, que travavam brigas pessoais, porém super criativas e estilísticas, nos jornais de antigamente... Aí pronto. O tal modelo-chato-americano-padrão-de-qualidade-jornalistica veio pra ficar. Agora a gente tem até um manual para fazer títulos! Pura burocracia americana! Aliás, os filhos da terra do tio sam sabem como ninguém fazer com que as coisas se tornem burocráticas e chatas. Fizeram isso com a bossa nova, com o nosso Rodrigo Santoro, e até com nossos amigos e parentes que cismam em se mudar para os EUA por uma vida mais digna... Só uma pessoa fora de si pode chamar de digno um lugar onde havaianas custam 30 dólares, onde a palavra “saudade” não existe e onde não se fabrica cerveja em garrafa. Mas nossos brasileiros vão pra lá... E voltam chatos. Chegam aqui vomitando aquela versão ridícula “lounge” de Garota de Ipanema em inglês e morrendo de medo de assaltos, paranóicos com a violência brasileira... Pois eu digo que tenho mais medo daquele presidente no sense que trava guerras entre nações como se estivesse no seu campinho de golf! Tenho muito mais medo da violência cultural! Mas isso não vem ao caso agora...&lt;br /&gt;O fato é que querem acabar com minhas vírgulas! O que farei sem elas? Como direi “eu, fulano e sicrano”? Agora tem que ser “eu e fulano” ponto. “Eu e sicrano” ponto. Endireitaram as minhas relações, que agora só podem ser a dois. E um de cada vez! Será que a pretensão de acabar com a virgula é uma tentativa moralizante de botar um ponto final na suruba ortográfica? Mas espera aí! Vamos botar os pingos nos is e parar com essa hipocrisia! Quem é que nunca gostou de vários sujeitos no mesmo verbo? Qual sujeito que não aprecia vários verbos no mesmo predicado? Acho que estou fadada a obedecer as acusatórias linhas verdes e vermelhas deste editor de texto feito por um americano burocrático e chato. Terei de andar alinhada, dentro da margem e justificada...&lt;br /&gt;Estou começando a acreditar em uma teoria apocalíptica de que essa mania de simplificar e deixar os textos mais diretos vai acabar caindo no uso daquela nova linguagem, originada com os bate papos via internet, que é “tendência” entre os jovens. Vamos tds komeçar a ixkrever axim e ta td çertu!&lt;br /&gt;Aí então será o fim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ilustração por Bruna D. Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114553668079327972?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114553668079327972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114553668079327972&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114553668079327972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114553668079327972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/04/querem-acabar-com-minhas-vrgulas.html' title='Querem acabar com minhas vírgulas!'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114475997120146002</id><published>2006-04-11T05:23:00.000-07:00</published><updated>2006-05-17T07:17:44.463-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/Pedro%20Miguel%20R.%20G..5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/Pedro%20Miguel%20R.%20G..5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt; Parabéns pelo que?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que eu odeio aniversário!&lt;br /&gt;Você fica com aquele compromisso de se fazer algo importante e diferente. Vai chegando a data e todo mundo te pergunta: “E aí? O que vai fazer?” Um saco.&lt;br /&gt;E olha que não é pelo fato de estar ficando mais velha, porque isso realmente não me incomoda. Claro que, como todo mundo, eu desejaria ser jovem pra sempre, ser adolescente, não me importar com o amanhã, ter rebeldias por nada e não ter linhas de expressão... Mas este está longe de ser o principal motivo da minha angústia.&lt;br /&gt;E o pior é que, por uma razão inexplicável, meu aniversário sempre vem junto com uma maldita tpm!&lt;br /&gt;Dizem que o dia anterior à data que se faz anos compreende o inferno astral da pessoa. Mas o interessante é que o meu inferno é no próprio dia! Um dia antes estou ótima, faço planos, combino várias coisas com os amigos e, no dia seguinte, desapareço, dou o bolo, me tranco e desligo o celular... Será que minha mãe, no auge de sua hippiesse, confundiu o dia do meu nascimento? É a única explicação...&lt;br /&gt;Aí aquelas pessoas com as quais você não tem nenhum contato o ano inteiro, tipo os tios e padrinhos, te ligam e desejam “Parabéns, tudo de bom, muita saúde e blá blá blá...” E muitas das pessoas queridas, que estão sempre presentes, nem se lembram, nem aparecem... E, o pior de tudo, é que você fica triste por isso, arrasada, pensando em como é uma pessoa insignificante... Uma grande bobagem! Quantas vezes você também se esqueceu de dar os parabéns àquelas pessoas tão importantes?&lt;br /&gt;Aliás, “parabéns” é uma coisa engraçada... Parabéns pelo que?? Por sobreviver até os 26 anos? Ah, por favor, me dêem os parabéns quando eu tiver sobrevivido aos 99... Sobreviver é básico... Quem vive é quem merece os parabéns...&lt;br /&gt;Pode ser que eu esteja exagerando... Afinal, a data de aniversário poderia ser apenas um dia a mais no ano para você sair com os amigos, beber até tarde, chegar atrasada no trabalho, matar aula e se divertir... Só que, mesmo as coisas boas, quando se tornam obrigação, perdem totalmente a graça... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto por Pedro Miguel R. G. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.olhares.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114475997120146002?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114475997120146002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114475997120146002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114475997120146002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114475997120146002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/04/parabns-pelo-que-verdade-que-eu-odeio.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114432346276973109</id><published>2006-04-06T04:34:00.000-07:00</published><updated>2006-04-13T19:22:18.656-07:00</updated><title type='text'>Liberdade individual x Direito social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É espantoso o grau de violência generalizada em que se encontra o Brasil. A imprensa divulgou, há pouco tempo, a triste notícia de que a classe alta paulistana está sendo obrigada a tomar medidas drásticas para não entrar na estatística das vítimas de assalto do país. Os coitados são forçados a arrancar as logos das famosas grifes – Dior, Dolce &amp; Gabana, Louis Vuitton – para despistar os criminosos. Uma jovem, aterrorizada, teve que camuflar seu óculos Armani de R$1 mil em uma caixinha feia e barata. Um alto empresário foi compelido ao constrangimento de trocar sua mala Louis Vuitton de R$10 mil por uma bolsa barata da C&amp;amp;A para carregar seu notebook. Onde o Brasil irá chegar?&lt;br /&gt;Foi publicado recentemente, pelas Nações Unidas, o Relatório Sobre a Situação Social do Mundo em 2005. O resumo do documento publicado pela imprensa informa que, nos últimos dez anos, a desigualdade aumentou significantemente no mundo. As políticas liberais impulsionadas pelo capitalismo globalizado deixam conseqüências alarmantes, sobretudo em países subdesenvolvidos. Enquanto verifica-se um crescimento relevante da economia, presenciamos, em contraponto, o desastre do abismo social. Em outras palavras: enquanto uma pessoa é obrigada a usar um moletom Hering por cima das camisas caríssimas de marca, a maioria da população brasileira passa frio no inverno por não ter o que vestir e onde morar. Não é apelo sensacionalista, é fato.&lt;br /&gt;Não são os assaltos e furtos que me assustam mais. É claro que não se pretende aqui, amenizar ou mesmo defender os ladrões, do mesmo jeito que não é minha intenção banalizar atos criminosos pela triste verdade de que já nos acostumamos a eles. No entanto, o que me aterroriza realmente é a violência da desigualdade de oportunidades. É presenciar, dentro do mesmo país, episódios constantes de pessoas que roubam para sobreviver enquanto outras possuem acessórios no valor de carros de luxo.&lt;br /&gt;Não que os ricos brasileiros não devam gastar seu dinheiro com artigos caros. Afinal, eles moram em um país livre, onde as leis dos consumidores estão acima dos direitos sociais, onde a liberdade econômica é enfatizada em detrimento da intervenção do Estado ao amparo social. E é nessa onda neoliberal, de abertura financeira e desestruturação das políticas de desenvolvimento, que filósofos da direita conservadora, como Denis Lerrer Rosenfield, levantam bandeiras em defesa das liberdades individuais.&lt;br /&gt;Em entrevista a Folha de São Paulo, ao citar os cinco pilares nos quais se apoiariam o programa ideal de direita no Brasil, Rosenfield fala de “livre empresa e respeito à propriedade”. Eu me pergunto: como defender a livre empresa e o respeito à propriedade em um país onde os direitos básicos como educação, alimentação e moradia não são garantidos pelo Estado? Neste contexto, os endinheirados continuarão comprando seus artigos de luxo, desde que estes permaneçam camuflados para despistar os marginalizados da economia, pois “a violência está freqüentemente enraizada na desigualdade”, palavras do relatório das Nações Unidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114432346276973109?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114432346276973109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114432346276973109&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114432346276973109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114432346276973109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/04/liberdade-individual-x-direito-social.html' title='Liberdade individual x Direito social'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114262916667072592</id><published>2006-03-17T12:50:00.000-08:00</published><updated>2006-04-02T08:44:26.826-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/blog%20-%20pedro%20felipe%20costa.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/320/blog%20-%20pedro%20felipe%20costa.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;“Change your heart…Look around you… &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;...Everybody's gotta learn sometime”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O sangue corre dolorosamente em minhas veias, que quase se rompem...&lt;br /&gt;O coração está frenético e a mente atordoada... Fico feliz, triste, ansiosa. A insônia tem um estranho efeito sobre a minha cabeça. As mãos frias, o ranger dos dentes...&lt;br /&gt;O mundo, assim como minhas artérias, tem se tornado estreito demais. Eu corro para chegar logo ao final do corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisas mudaram e a vida não me dá tempo para, simplesmente, sobreviver... Ela exige muito mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior é o sentimento de que algo está ficando pra trás... De que, na correria desenfreada, deixo pedaços de mim pelo caminho... Por que nunca chegamos inteiros?&lt;br /&gt;Agora já passou do meio da estrada e já não posso mais voltar e juntar as partes outra vez... Tenho que seguir assim mesmo... Sangrando, doendo, dilacerada... Mas, ainda sim, exageradamente viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e se tivesse que fazer tudo de novo, seguiria exatamente o mesmo caminho. Me despedaçaria novamente... Mesmo sabendo o que me espera ao final da trilha...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Foto por Pedro Felipe Costa (galeria pública do site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.olhares.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114262916667072592?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114262916667072592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114262916667072592&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114262916667072592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114262916667072592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/03/change-your-heartlook-around-you.html' title=''/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-114191002219821099</id><published>2006-03-09T05:04:00.000-08:00</published><updated>2006-05-26T06:34:43.510-07:00</updated><title type='text'>"Ando meio desligada"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/1600/blog.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1111/2148/200/blog.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo a minha volta, de repente, me parece muito estranho...&lt;br /&gt;É como se eu não pertencesse a esse mundo que fora moldado para mim. Sim, para mim, e não por mim. Mesmo porque, nada disso foi escolha ou opção... É tudo conseqüência...&lt;br /&gt;E as conseqüências pulam como sapos desvairados à minha frente e eu já perdi o controle... O barco está virando e só me resta saltar... Mentira. É que minha vida sempre foi assim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perto da proa, olho pra baixo e percebo que estou a uma altura razoável. E o mar, lá embaixo, azul, transparente, traiçoeiro e irresistível. Eu olho para o lado e lá está a escada, em seu lugar costumeiro, certa, segura e confortável. Sem titubear, e com um sorriso infantil, eu opto por saltar, sempre.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Me condenem se quiserem, mas sim, eu troco o certo pelo duvidoso e prefiro, sem sombra de dúvidas, dois pássaros no céu. Afinal, o que farei com um pássaro na mão se ele foi feito para voar?&lt;br /&gt;É até engraçado, mas de repente, a gente “vira adulto” e se dá conta de que a vida é uma brincadeira e que só podemos ser felizes, no sentido mais amplo do termo, se nos comportarmos como crianças. O sentido da vida se descobre inatingivelmente simples, após toda a complicação forjada por nós. O grande ideal passa a ser acordar na hora em que os olhos se abrem; comer qualquer coisa na hora em que se está com fome; dormir na hora em que se tem sono, sem se importar se é dia ou noite; ver o sol nascer; deitar direto na areia ou na grama; passar a noite sem escovar os dentes de vez em quando... E todo o resto – faculdade, trabalho, carro, roupas, casa – se torna extremamente supérfluo.&lt;br /&gt;E como não possuo disciplina para depositar energias em coisas supérfluas, tenho andado meio desligada... Está tudo inacabado, pendente, adiado... Me condenem novamente, mas nunca faço agora o que posso deixar para depois! A vida tem sido assim... Muitas reticências e poucos pontos finais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haha, venho me convencendo de que só os imaturos possuem o real objetivo de se comportarem como adultos.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-114191002219821099?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/114191002219821099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=114191002219821099&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114191002219821099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/114191002219821099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/03/ando-meio-desligada.html' title='&quot;Ando meio desligada&quot;'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-113879282886305751</id><published>2006-02-01T02:58:00.000-08:00</published><updated>2006-02-10T07:30:44.663-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Bom, me encontro meio sem inspiração no momento e em trabalho de parto para um outro texto que vai nascer em breve... Enquanto isso, alguns pensamentos bobos, porque a mente não pára...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Pequenas histórias...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela deitava sobre ele seu olhar apaixonado e ardente. Ansiosa, procurava, naquele rosto inerte à sua frente, qualquer indício de paixão e desejo. Mas ele, envolto em seus pensamentos, a encarava tranqüilo com um semblante de quem não tinha a menor pressa.&lt;br /&gt;Em um ato impulsivo e impaciente, ela disse-lhe que sua serenidade a incomodava... Ele respondeu com uma calma que beirava o fraternal: “Seu calor me aquece, mas não quero que se queime nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi embora, silenciosa. Nunca mais o procurou. E ele nem chegou a descobrir que aquele calor não era para aquecer, era pra queimar mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Destino?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(essa é verídica!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois haviam programado tudo. Ela iria na frente porque ele ainda tinha uns compromissos na cidade. Um dia antes de ele embarcar recebeu um telefonema. Era ela, da praia, pedindo-lhe que não viesse mais. Disse também para esquecê-la, nunca mais procurá-la e ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ficou tão desorientado que ligou para o pai da namorada, que acabara de o deixar, e, desesperado, disse que não queria mais viver. Escutou as seguintes frases do outro lado da linha: “Você quer morrer por causa daquela vagabunda? Ela não merece! Vem pra cá, vamos tomar umas pra esquecer”. E assim o fez. Chegou lá, havia cervejas e uma roda de violão. Não esqueceu da namorada, mas conseguiu se divertir e até arriscou a aprender alguns acordes com seu ex futuro sogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca voltou a vê-la... Hoje toca violão como ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mais uma...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no ponto de ônibus e um senhor, com uma expressão vaga, me preguntou: "hoje é terça ou quarta feira?". Hesitei por um momento e respondi: "Que importa? terças, quartas, quintas... são todas iguais..."&lt;br /&gt;Ele sorriu. "Sorte a dele não saber" pensei com meus botões...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-113879282886305751?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/113879282886305751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=113879282886305751&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113879282886305751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113879282886305751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-113810192845835732</id><published>2006-01-24T02:04:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T12:22:18.690-08:00</updated><title type='text'>O pior dos erros</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;“Como pode ver beleza em outra face? Como pode ter dias felizes em minha ausência? Como pode se lembrar, com gosto e saudade, de momentos em que eu não estava presente?” Era inadmissível, um absurdo!&lt;br /&gt;Em um gesto de desespero, quis prender-te em meu mundo.&lt;br /&gt;Me esqueci de que os espíritos criativos não se pode acorrentar. Mentira. Não me esqueci, simplesmente ignorei porque me era conveniente.&lt;br /&gt;A idéia de não ser sua única fonte de inspiração foi deveras insuportável.&lt;br /&gt;Cobrei de ti até convencer-te de que estavas realmente errado e arranquei-lhe um pedido de perdão. Por hora, me dei por satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo o quanto errei...&lt;br /&gt;No auge de minha vaidade, achei que teus olhares, palavras, sentimentos e expressões deveriam ser dirigidos a mim, apenas.&lt;br /&gt;Reconheci meu erro, mas deixo bem claro que não foi por humildade ou pela evolução de uma alma arrependida. Confesso que sempre tive dificuldades em admitir minhas intransigências.&lt;br /&gt;Reconheci meu erro em uma atitude egoísta, quando, muito tempo depois, desejei pensar livremente...&lt;br /&gt;Enfrentei, então, as barreiras por mim impostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu ter enxergado a importância de te deixar ser quem tu és, nu de artifícios dos quais se enchem os apaixonados na ânsia de agradar a quem se ama. E quando penso no que deveria ter sido, vejo-te ainda mais bonito. Livre. Tal qual como o conheci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-113810192845835732?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/113810192845835732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=113810192845835732&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113810192845835732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113810192845835732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/01/o-pior-dos-erros.html' title='O pior dos erros'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-113802322252440090</id><published>2006-01-23T05:25:00.000-08:00</published><updated>2006-02-02T11:32:10.383-08:00</updated><title type='text'>O executivo e a garçonete</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele era rico, bem sucedido e aparentemente feliz. Tinha uma noiva loura, linda e que o amava. Ela o achava muito diferente de todos os outros, realmente especial.&lt;br /&gt;Ele buscou sua noiva, com o carro do ano que acabara de comprar, e saíram para jantar. Eles comemoravam 6 meses de namoro e ele queria levá-la ao famoso restaurante em que almoçava com freqüência. Depois que fora promovido, fazia questão de almoçar em lugares caros com seus novos colegas. “O melhor da gastronomia internacional”, dizia ele empolgado. Agradava-lhe, principalmente, o fato de ser tratado como um cliente especial, onde os garçons e o chef conheciam seu gosto. Agradava-lhe mais ainda, mostrar isso à sua noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao restaurante e foram levados à melhor mesa, pela melhor garçonete da casa. Pediram o vinho mais caro. Ele sempre tomava uma taça de vinho quando ia almoçar com seus colegas engravatados. A garçonete, meio distraída, serviu o “Bordeau” na taça, como de costume, mas o cliente se enfureceu. “Por que você está me servindo vinho nesta taça? Você sabe que eu gosto daquela taça grande!” A garçonete, apavorada, derramou umas gotas na mesa e pediu-lhe desculpas porque tal preferência não era de seu conhecimento. Com o olhar de ódio, ele aumentou o tom de voz e perguntou se, por um acaso, ela era burra, pois freqüenta o restaurante diariamente e todos ali sabem muito bem que ele gosta da taça grande. A gerente se aproximou e a garçonete, totalmente desconcertada, sumiu de cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cliente resmungava com sua noiva o quanto aquela garçonete era incompetente por não conseguir guardar um detalhe tão simples, afinal, todos os dias tinha que pedir pela maldita taça e ela era incapaz de decorar tão corriqueira preferência! “Não é possível que ela não decorou até hoje!”&lt;br /&gt;Ele queria uma noite perfeita, mas aquela menina estragara tudo. Sua noiva deve ter achado que ele não era diferente dos outros clientes e que ninguém ali conhecia seu gosto, como lhe havia dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ela era garçonete. Não era o que queria para sua vida, mas ganhava razoavelmente bem, por se tratar de um restaurante famoso na cidade. “O melhor da gastronomia internacional” diziam. Mas ela não se importava e costumava falar, com toda sinceridade, que jamais freqüentaria aquele lugar “cheio de frescura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava especialmente feliz naquela noite. Havia negociado uma folga a mais na semana com sua gerente e planejava passar dois dias em um sítio com o namorado. Minutos antes de pegar o segundo ônibus que a levava ao trabalho, seu telefone tocou, era ele confirmando. Nem o ônibus lotado e o transito engarrafado tiraram seu bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no trabalho com o sorriso estampado no rosto, mas ninguém notou nada porque ela costumava ser alegre e estava sempre de bem com a vida. É verdade que passara por uma crise há pouco tempo. Não queria mais trabalhar como uma escrava para ter apenas algumas horas para ser feliz. Não era nada daquilo que queria para si, mas não tinha força nem coragem para, simplesmente, largar tudo.&lt;br /&gt;Mas, apesar de tudo, se sentia feliz naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu e acomodou os clientes da reserva da mesa 15 com seu sorriso leve e acolhedor. Era um casal. “Acho que já vi esse moço aqui no restaurante, deve ser cliente” pensou. Eles pediram o vinho mais caro, mas ela nem deu muita importância porque não estava preocupada com a comissão naquele dia. Estava a fim de que o tempo passasse rápido pois estava terminando de ler um livro muito interessante que acabaria quando chegasse em casa. Faltava pouco para o fim. Tinha uma mania engraçada de economizar as últimas páginas para prolongar a leitura. Era uma espécie de jogo de auto-controle para sua ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este autor é fantástico”, pensou enquanto levava o vinho e as taças para a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do chilique do cara da mesa 15 por causa de uma simples taça, ela se esqueceu de seu livro e ficou pensando no quanto as pessoas são infelizes. “Acho que ele não é quem eu pensava que fosse. Penso que aquele cliente que sempre vem aqui, apesar de parecer com este, é mais educado. Ah, mas também, como vou me lembrar destes jovens executivos, com suas namoradas louras, se são todos iguais?” Desabafou chorando descontroladamente com seus colegas abismados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história tem dois finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete foi até a cozinha e, com a cumplicidade de seus colegas cozinheiros, por quem possuía grande afeto, deu uma boa cuspida nos pratos do casal. Este, depois de ser mimado pela gerente da casa, se esqueceu do incidente e jantou. “A comida estava ótima” disseram à garçonete que voltou ao salão de olhos inchados, mas rindo por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo final é o que eu mais gosto.&lt;br /&gt;A garçonete pegou suas coisas, se despediu com carinho de seus colegas, trocou de roupa e foi até a mesa 15. Olhou para bem para o cliente, se aproximou e falou em tom educado: “Valeu idiota!”. Sorriu sarcasticamente – fazia isso como ninguém – e foi embora. Nunca mais voltou naquele lugar cheio de frescura e foi atrás da vida que sempre quis. Se foi feliz para sempre? Não sei, mas ao menos teve forças para mudar.&lt;br /&gt;Quanto ao executivo, não se casou. Depois daquela noite, a noiva loura percebeu que ele não era tão diferente e especial assim... Além do mais, ela se lembrou de uma frase que lera em uma crônica do Veríssimo: “se um homem é grosso com uma garçonete, pode ter certeza, trata-se de um tremendo mal caráter.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-113802322252440090?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/113802322252440090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=113802322252440090&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113802322252440090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113802322252440090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/01/o-executivo-e-garonete.html' title='O executivo e a garçonete'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21255093.post-113796974287170832</id><published>2006-01-22T14:29:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T12:15:59.616-08:00</updated><title type='text'>O entardecer</title><content type='html'>Ela desligou o computador, guardou os pedaços de jornais que estavam pela sala e saiu, sempre silenciosa e "à francesa" porque detesta se despedir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve que subir duas ruas para chegar à avenida principal onde estava o ponto de ônibus. É uma avenida destas grandes (BR) por onde passam muitos carros e ônibus que deixam ou chegam à cidade, sempre com suas janelas escuras e fechadas.&lt;br /&gt;O sol de final de tarde era quente e acolhedor. - Era suficiente para aquecer e devolver a energia a um corpo gelado que passou a tarde inteira sob o ar condicionado nada acolhedor de uma sala fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após muitos anos de desentendimentos, ela fizera as pazes com o sol... Ele passou de importante, para essencial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que tocava em seu mp3 player era tão especial que ela desacelerou seus passos a fim de prolongar aquele momento um pouco mais... Lembrou de uma noite muito especial que viveu há algum tempo, mas não sabia ao certo se era muito ou pouco tempo. Sentiu tanta saudade que chegou a se questionar se aquilo realmente acontecera ou se era sua imaginação, em mais um golpe de desespero, te convencendo de que havia sido mais feliz assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessava uma espécie de ponte, com um grande barranco ao lado. Olhou para baixo, à sua esquerda, e observou os garotos, felizes da vida, que jogavam futebol no campinho da favela. Esta cena amenizava toda aquela paisagem miserável. Os barracões amontoados se tornaram, de repente, um cenário interessantemente feliz diante seus olhos, naquele momento. Sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música era tão intensa que ela arriscou a cantar um pouco alto. Olhou para os lados e certificou-se de que não havia ninguém olhando. Tudo bem... As pessoas estavam muito preocupadas com seus celulares, relógios, carros, trânsitos e janelas fechadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar era poluído e enfumaçado, mas não importava... Estava feliz. Sem pensar em nada, conseguiu viver o presente, mesmo que por um instante apenas. Viu seu ônibus passando do outro lado da avenida, mas não correu. “Vai demorar”, pensou e sorriu novamente. Pela primeira vez em muitos dias, não tinha a menor pressa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21255093-113796974287170832?l=1minutoporvez.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/feeds/113796974287170832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21255093&amp;postID=113796974287170832&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113796974287170832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21255093/posts/default/113796974287170832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1minutoporvez.blogspot.com/2006/01/o-entardecer.html' title='O entardecer'/><author><name>Lira Turrer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04143683559526731428</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
